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Governo tem condições de financiar plano safra, diz ministro da Fazenda
Postado em: 06/05/2016

Plano Safra 2016/2017 será lançado na semana que vem pelo governo. Barbosa pediu alteração da meta fiscal, conforme proposta no Congresso. O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou nesta quinta-feira (28) que o governo tem condições de financiar o Plano Safra, apesar das dificuldades que vêm sendo registradas nas contas públicas. O lançamento do plano safra 2016/2017 está previsto para 4 de maio. O plano safra disponibiliza recursos para financiar a agropecuária nacional. De acordo com o governo, o investimento é "estratégico para que o país continue aumentando a produção e garanta a oferta de alimentos de qualidade e com preço justo". "O Plano Safra é um plano de financiamento, tem um orçamento de subvenção já planejado e temos recursos fiscais para financiar não só o plano atual, como também o próximo. Mas, para isso, é importante que se altere a programação fiscal do governo, alterando a meta, sinalização que foi dada ontem pelo presidente [do Senado] Renan [Calheiros]”, afirmou ele. Nas contas públicas, o governo quer autorização do Congresso Nacional para um rombo de até R$ 96,6 bilhões neste ano. Atualmente, a meta formal do governo, pois ainda não foi alterada pelo Legislativo, é de um superávit primário de R$ 24 bilhões para este ano. Até fevereiro, foi registrado um rombo de R$ 25 bilhões, o pior resultado para o período em 20 anos. De acordo com o ministro da Fazenda, ainda falta, porém, fechar alguns números do plano Safra. "Mas são apenas detalhes finais. Além das questões usuais do Plano Safra, há vários aperfeiçoamentos de administração que a ministra Kátia vem trabalhando há muito tempo e que esperamos anunciar na semana que vem”, afirmou Nelson Barbosa. Já a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, avaliou que lançar o plano é um dever do governo. "Não precisamos de permissão para cumprir nossa obrigação. Plano Safra é obrigação do governo, do Ministério da Agricultura e vamos fazer e anunciar", afirmou. Kátia Abreu afirmou ainda que o plano, como nos últimos anos, atenderá bem aos produtores brasileiros. "Todo o plano está razoável para o produtor, como sempre foi desde o primeiro ano da presidente Dilma. Sempre na razoabilidade de juros em termos de inflação e mercado. Tudo dentro do que a agricultura precisa", disse. Para atender à demanda dos produtores e impulsionar ainda mais o financiamento do setor, o Ministério da Agricultura pretende alterar alguns aspectos do plano, informou a ministra. O confinamento de bois, por exemplo, deixará de constar da rubrica de investimento e passará para o custeio, facilitando a tomada de crédito, informou o governo. Além disso, o silo de estocagem de leite deverá ser incluído no programa de armazenagem, acrescentou o Ministério da Agricultura. "São detalhes que, ao longo da evolução do plano, os produtores encontram essas dificuldades, comunicam ao ministério e a gente aproveita para melhorar", explicou a ministra da Agricultura.






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